segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Nelinho coloca seus pés na Calçada da Fama do Mineirão

Ídolo do Cruzeiro nos anos 70 e do Atlético-MG na década de 80, o ex-lateral-direito Nelinho, que disputou as Copas do Mundo de 74 e 78 pela seleção brasileira, foi o homenageado da vez na Calçada da Fama do Mineirão, nesta segunda-feira, antes do clássico entre os rivais. Ele se juntou a Pelé, Dadá, Piazza, Palhinha, Euller e outros craques que já fazem parte do espaço, no hall principal do estádio.
- Costumam me perguntar se sou torcedor do Cruzeiro ou do Atlético, e costumo responder que torço pelos dois. Fui bem recebido pelos mineiros e tudo o que tenho devo aos dois clubes. Agradeço a Ademg (autarquia estadual que administra o Mineirão) por esta iniciativa – afirmou Nelinho, antes de cravar os pés na Calçada da Fama do Mineirão. O ex-lateral, que é carioca e vive em Belo Horizonte desde os tempos de jogador, ainda recebeu uma placa do Cruzeiro, entregue pelo presidente do clube, Zezé Perrella. - No Cruzeiro, Nelinho conquistou o título mais importante de sua carreira, a Libertadores de 76. Já do outro lado (no Atlético), ele não teve essa mesma sorte, mesmo porque o time deles nem participa tanto da Libertadores – provocou Perrella.

Em dia de Mineirão lotado, Cruzeiro vence o clássico contra o Atlético-MG

O Cruzeiro conquistou um importante resultado na tarde desta segunda-feira, pelo Campeonato Brasileiro. Em um Mineirão lotado, a Raposa venceu o eterno rival Atlético-MG por 1 a 0 e ganhou mais confiança na competição. O gol da partida foi marcado por Wellington Paulista aos 11 minutos do primeiro tempo. Com o resultado, o time chegou aos 42 pontos na classificação e ainda sonha com uma vaga na Libertadores. Ainda no G-4, o Galo se manteve com 47 e foi beneficiado pelo empate por 1 a 1 entre Goiás e Sport. O próximo jogo do Atlético-MG será contra o São Paulo, no próximo sábado, às 18h30m, no Morumbi. Já o Cruzeiro, recebe o Botafogo, um dia depois, no mesmo horário. Raposa começa melhor o clássico A polêmica sobre a inversão dos vestiários que marcou a semana do clássico também deu o tom da entrada dos dois times em campo. Pela primeira vez em um jogo contra o rival, os jogadores do Atlético subiram pelo túnel à direita do central, bem debaixo da torcida cruzeirense. Sonora vaia dos celestes. Já os jogadores do Cruzeiro, que deveriam subir ao campo pela esquerda, estrategicamente usaram o túnel central, evitando a torcida atleticana. Caprichos à parte, o Galo entrou em campo com Éder Luís. O atacante era dúvida, por conta de um corte no tornozelo esquerdo. Pelo lado do Cruzeiro, o meia Gilberto, recuperado de uma tendinite, também foi para o jogo. Um desentendimento logo nos primeiros minutos, entre o volante Henrique e o atacante Renteria, fez o árbitro Sávio Spinola impor autoridade. Além de quente, o clássico começou movimentado, com o Cruzeiro mostrando mais iniciativa. E logo aos 11 minutos o time celeste abriu o placar, após boa jogada de Thiago Ribeiro pela direita. Ele cruzou no segundo poste para Wellington Paulista, livre de marcação, cabecear no canto direito do goleiro Carini. O Atlético tentou impor seu ritmo, mas a ligação do meio com o ataque não funcionava. Os rápidos Renteria e Éder Luís não recebiam a bola em condições adequadas e eram facilmente controlados pela zaga do Cruzeiro. Um lance de efeito de Fabrício pela direita do ataque, e outro de Marquinhos Paraná, pelo meio do campo, fizeram a torcida azul gritar olé. Apenas firula. Aos 36 minutos, Wellington Paulista deixou o campo, contundido, para a entrada do equatoriano Guerrón, que assustou a torcida atleticana logo no primeiro lance. Carini afastou o perigo. Galo quase igualou no finzinho da etapa inicial. Aos 46, Carlos Alberto disparou um forte chute, e Fábio fez grande defesa. Galo é melhor na etapa final O Cruzeiro voltou sem Gilberto, que voltou a sentir a tendinite no pé direito. O volante Elicarlos foi o substituto. Sem o seu organizador de jogadas e diante de um Atlético determinado a buscar o empate, o time celeste aceitou a pressão e recuou. Com os reflexos e a sorte em dia, o goleiro Fábio começou a se destacar no jogo. Entre as boas chances de gol do Galo, o camisa 1 apareceu bem aos oito minutos, defendendo forte chute de Thiago Feltri, e também aos 26, quando mandou a escanteio uma bela cobrança de falta de Correa. A essa altura, o Cruzeiro já tinha Leandro Lima em campo, na terceira alteração de Adilson Batista. E o Galo já contava com Alessandro e Pedro Oldoni, nas vagas de Evandro e Renteria. Por fim, aos 30, Ricardinho substituiu Márcio Araújo. O domínio do jogo era todo do Atlético. Correa, Ricardinho e Éder Luís comandavam as investidas. Acuado e sem conseguir manter a posse de bola, o Cruzeiro se defendia do jeito que dava. O Atlético, porém, não conseguiu traduzir em gol o volume de jogo superior no segundo tempo. Após os 40 minutos, o Cruzeiro conseguiu controlar o ritmo da partida, e sua torcida foi gradativamente “explodindo”, com gritos de provocação ao rival: “Ah, o freguês voltou, o freguês voltou”. Aos 47, Sávio Spinola apitou o fim do jogo. Festa azul no Mineirão.